sábado, 8 de outubro de 2011

Sem Palavras



Os agentes correm na direção de Annie Mack... Vaughn apresentava um visível filete de sangue que escorria por sua perna esquerda, na altura da coxa, marca de um tiro de raspão, que o forçava a mancar conforme andava. Enquanto Sdy, em meio aos cabelos esvoaçantes que por vezes cobriam-lhe a face, apresentava um olhar atento no inimigo estendido no chão, desviando os olhos para Annie por um milésimo de segundo quando a alcançam.
-Está bem, Black Falcon? - pergunta Syd apenas para checar.
Assim que Annie consente, Sdy corre até o espião e o algema com prazer. Tinha vontade de lhe dar um soco no nariz, por ter atirado em seu adorável marido Michael Vaughn, mas conteve seu ímpeto “vingativo”, afinal, violência não leva a lugar algum. A CIA se encarregaria de prendê-lo e julgá-lo. Syd suspira de leve enquanto desvia os olhos para a bela paisagem de Angra vista do topo da usina.
-E a maleta? - pergunta Vaughn de pé ao lado de Annie, ainda tentando recuperar o fôlego. - Onde está a maleta??
Annie fecha os olhos, pensando: “Richard! Você me paga por isso!” Ao abri-los de volta, responde sem graça:
-Ela sumiu...
-Maletas não somem sozinhas.
Claro, Vaughn tinha razão. Mas, como explicar que “uma poça” levou a maleta? Annie move os lábios querendo falar algo (mas, sem idéia do que dizer), quando Sydney vem ao encontro dos dois e revela:
-Irina Derevko.
-Hã? A sua mãe? - pergunta Annie confusa. - Acha que ela pegou a maleta?
Syd consente e vira pra Michael Vaughn:
-Eu a vi na usina quando socorria Weiss... O espião deve ter dado a maleta a ela antes de subir pro telhado...
Balançando a cabeça negando, Vaughn contesta:
-Impossível. EU VI! Quando ele correu pro telhado carregava a maleta na mão, tenho certeza.
Nisso, o espião dissolve as algemas com um ácido corrosivo e salta do topo da usina. Os agentes não conseguem chegar a tempo pra impedir sua queda fatal e ficam chocados... Michael e Syd viram pra Annie esperando que ela esclarecesse os fatos, mas ela fecha a boca. Era a única pessoa que conhecia a verdade, embora estivesse disposta a esconder...
~ Prédio da Cia – Langley, Virginia – Manhã seguinte

Annie Mack está sentada de frente para a mesa de Jack Bristow. Com o semblante suspeito e esforçando-se para continuar mantendo seu auto-controle estratégico e parecer inocente. O clima estava pesado, Jack lhe cobrava respostas há 30 minutos, respostas essas que Annie trancava a sete chaves.
-Agente Mack, pela última vez, ONDE ESTÁ A MALETA? - insiste Jack com um ar cansado.
Encarando Jack com firmeza, ela permanece calada.
-Esse silêncio não irá ajudá-la. Posso exigir que passe pelo detector de mentiras...
Annie conhecia as razões porque Jack ainda não havia feito isso, ele queria poupá-la em nome da amizade que tinha com sua filha Sydney Bristow. Mas, não poderia encobrir por muito tempo uma agente suspeita de estar “traindo” o seu país. Annie respira fundo por um segundo, dotada de uma personalidade forte como aço, seria capaz de suportar a pior das torturas, menos sujar sua ficha na Agência da CIA. Amava sua profissão mais do que a sua própria vida. Mas, o que fazer? Entregar Richard ??? E “se” não foi ele quem esteve na usina? Sentia-se confusa e sem saída. Haviam outros iguais a Richard; jamais perdoaria a si mesma por acusá-lo injustamente. Balançando a cabeça de um lado a outro, Annie afinal quebra o silêncio:
-Não posso falar.
-COMO??? - diz Jack a beira de um ataque de nervos.
-Talvez eu saiba onde está a maleta, mas... Preciso de tempo para resgatá-la.
-TEMPO? Está sendo interrogada, acha que está em posição de exigir algo?

Sem dar importância as palavras de Jack, Annie se levanta arrastando a cadeira de propósito e declara num tom seguro:
-Dentro de 24 horas a maleta estará na sua mesa em uma “bandeja de prata”. Não siga meus passos, não vigie meu apartamento, se sentir que estou sendo observada, nada feito. Terá que confiar na minha palavra, senhor... Jamais trairia essa Agência.
-Está sendo sendo investigada. Não tem autorização para deixar o prédio da CIA.
Annie vira dirigindo-se a porta:
-Então, autorize. Estou saindo.
Agora é Jack quem fica sem palavras. Com atitude, Annie gira a maçaneta e sai da sala. Conhecia Jack, ele não era mal, ao contrário do que muitos pensavam. Tinha a impressão de que ele a via como uma segunda filha e usaria toda sua influência a seu favor, pelo menos durante o prazo combinado. Andando em passos rápidos pelo sofisticado corredor, Annie focaliza seu pensamento no que era prioridade máxima agora: ENCONTRAR RICHARD.

CONTINUA EM BREVE...

Espero que tenham gostado da Fanfic (ou Série Virtual)! Comentem!!

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