~Agência Clandestina da CIA – subsolo de Los Angeles – CA – 10 am.
-MARSHALL!
-Quem eu? - ele andava distraído, mas pára e vira pra trás.- Oi, Annie, como está?
-Preciso que me diga se alguma vez já projetou uma escuta a prova d' água.
Annie gostava de ir direto ao assunto, o tempo era seu inimigo.
-Pra que alguém ia querer uma... escuta a prova d'água?? - Marshall pergunta intrigado enquanto entravam na sala dele. - Talvez um “agente mergulhador”, mas não temos um na CIA. Temos?
Como Annie não queria que ele suspeitasse de nada que pudesse ligá-la a Richard, ela abre um sorriso simpático e desconversa:
-Que bobagem! Você tem toda a razão, esqueça o que conversamos. Era “brincadeirinha”.
Exibindo um sorriso tímido, Marshall observa que acabava de receber um sinal, piscando na tela do monitor disposto na mesa a sua frente. Depressa, ele põe o fone de ouvido e atende a chamada, vinha de dentro da APO:
-Marshall... Sim, senhor, estou ouvindo. “Ela” está na minha sala... Pois não.
Tirando o fone de ouvido, ele olha para Annie que está a seu lado e declara:
-O sr. Bristow pede que dirija-se a sala dele. É um caso de máxima urgência.
Um pedido de Jack Bristow era uma ordem para Annie Mack, que segue para a sala dele feito um foguete. E escancara a porta sem bater. BAM! Afinal, tratava-se de uma emergência da CIA. Ela depara-se com Syd conversando com o pai sobre sua nova missão ultrasecreta, que “aliás” exigia a presença de Annie.
-Agente Mack, presumo que já conheça a agente Cydney Bristow – diz Jack.
Ambas viram uma para a outra e trocam um sorriso. Claro que se conheciam, eram colegas de trabalho e melhores amigas, apesar de nunca terem viajado numa operação da CIA juntas. Annie era do “Departamento de Ciências” enquanto Syd ficava com toda a ação na “APO”. Num tom refinado e seco, Jack Bristow anuncia:
-Tomei a liberdade de incluí-la na nossa próxima missão. Teremos uma reunião dentro de um minuto. Esteja pronta.
Annie arregala os olhos surpresa:
-Não tenha dúvidas que estou pronta, mas... Deve haver um engano. Sou do Departamente de Ciências e venho a APO apenas para...
-Paquerar? - completa Syd com um sorriso brincalh&atillde;o.
Jack lança um olhar cortante para Syd e depois para Annie. Ele não admitia “piadinhas” no local de trabalho. Com pose de homem sério, digita um código no laptop e a ficha de Annie Mack surge na tela, diante dos olhos das duas:
-Estive lendo seu profile. É a cientista mais qualificada da agência. Pode continuar investigando casos isolados do Departamento, ou juntar-se a nós na APO. Com o treinamento e a inteligência que possui, estou seguro que reforçará nossa equipe – ele fecha o laptop. - Não é algo permanente... Precisamos de uma cientista competente nessa operação.
-O que decide? Sim ou não?- questiona Syd torcendo para que aceitasse.
Annie sequer tinha o que pensar. Sentia-se feliz pela confiança depositada nela:
-Estou dentro.
Jack espia o relógio de pulso, estavam em cima da hora.
Os três seguem para a sala de conferência e após uma reunião com Sloane, fica determinado que: Annie, Syd, Weiss e Michael, devem viajar ao Brasil com a missão de interceptar um novo tipo de explosivo químico. Tratava-se de um cilindro de vidro com uma substância letal dentro, guardado em uma maleta especial. Os agentes teriam que resgatar a maleta e trazê-la em segurança para o prédio da CIA, impedindo que caísse em “mãos inimigas” ou “explodisse” no ar. Depois de montarem um esquema tático de ação, Annie dirige para casa. A viagem seria na manhã seguinte, no primeiro raio de sol...
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